​História da Província Brasileira​

31 de maio de 2017 Sem comentários

De 2 a 5 de maio, estiveram no Caraça os noviços da Congregação da Missão, para estudos com o Pe. Lauro Palú. O Noviciado é um tempo de preparação, de iniciação dos candidatos que desejam entrar numa Congregação ou Associação religiosa. Os padres Vicentinos não o chamam, normalmente, de noviciado, mas de Seminário Interno, porque São Vicente não queria que sua Congregação fosse incluída na categoria de Congregação religiosa.

Eram seis “seminaristas internos”, acompanhados por seu Diretor, Pe. Luís Roberto Lemos do Prado. Dois deles, da Província do Sul, cuja sede é Curitiba; dois da nossa Província, isto é, do Rio de Janeiro; e dois, da Vice-Província de Moçambique. No Brasil, somos três Províncias, mas faltaram, este ano, os candidatos de Fortaleza. Num quadro bastante habitual, atualmente, de falta de candidatos e de crise das vocações, a Congregação tem procurado reconfigurar-se, organizar-se de modos novos, por exemplo, com um só Noviciado para várias Províncias, um só curso de Filosofia para vários países ou várias regiões, etc.

Da esquerda para a direita, Rodrigo (Curitiba), Minés (Moçambique), André (Rio), Pe. Lauro e Pe. Luís Roberto, os Formadores (Rio), Daniel (Moçambique) e Edvaldo (Curitiba). O Túlio (Rio) estava atrás da lente, fazendo a foto…

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O assunto que se estudou foi a História da Província mais antiga, no Brasil, justamente a nossa, que começou em 1820, quando chegaram os primeiros Padres, Pe. Leandro Peixoto e Castro e Pe. Antônio Ferreira Viçoso, vindos de Portugal e que Dom João VI destinou ao Caraça, entregando-lhes as terras e as construções (igreja e hospedaria) do Irmão Lourenço. Pois, começando ali, depois da posse da herança providencial, a dupla inicial se multiplicou em gente de esforço, tenacidade, imaginação, coragem e persistência. Nossa Província chegou a dirigir seminários no Maranhão, no Ceará, no Pernambuco, na Bahia, no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná, no Mato Grosso e no atual Distrito Federal, em Brasília.

O estudo desses dias percorreu as 0bras, também em vários estados, de onde saíram os pregadores e agentes pastorais que missionaram quase todo o Brasil. Naturalmente, foram dias muito cheios, mas também muito surpreendentes, mostrando a perseverança dos Padres e Irmãos da Congregação. Com o tempo, formaram-se duas outras Províncias, em Curitiba e nos estados do Sul, com padres e Irmãos vindos da Polônia, e em Fortaleza, com missionários chegados da Holanda.

O estudo será completado com uma visão, em outubro, da evolução da obra de São Vicente no mundo todo, quado os noviços voltarão ao Caraça para mais uma semana de aventuras missionárias, de histórias de zelo e dedicação, de sofrimentos, martírios e vitórias.

Mas sofrimento mesmo será tentar estudar os 400 anos do Vicentinismo em apenas três dias e meio!

Pe. Lauro Palú, C. M.

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