Lembranças terríveis

11 de maio de 2018


Chegamos aos cinquenta anos do incêndio do Seminário do Caraça. A Direção do Santuário está preparando uma edição especial deste jornal VOZ DO CARAÇA, totalmente dedicada à lembrança da noite terrível de 28 de maio de 1968. Não será uma edição comemorativa, pois não há motivo de festejar nada. Mas precisamos lembrar o fato, analisar a sequência dos anos, a retomada do Caraça, levando aos leitores a visão serena dos anos seguintes, partindo do desnorteamento dos primeiros meses ao esplendor e à organização que hoje caracterizam a Pousada e a Reserva biológica.

O que restou da ala dos seminaristas foram somente as paredes. Não houve feridos, apesar de alunos e padres se encontrarem dormindo à hora em que se iniciou a tragédia. O grito de um aluno foi o sinal de alarme.

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Da capa magnífica à última página, tentaremos responder à pergunta fatal: O QUE SOBROU DO CARAÇA? A pergunta provocativa mostra o que muita gente se interessou em saber. E as respostas virão em forma de depoimentos de testemunhas oculares, de agentes do ressurgimento das cinzas até às inaugurações sucessivas dos espaços, das atividades e novidades, dos novos rumos da administração do Santuário.

Duas realidades serão, nesta publicação, os textos especialmente escritos e a parte fotográfica, com alguma foto histórica e a documentação abundante das riquezas da reserva. “O QUE SOBROU” são surpreendentes retomadas, iniciativas, coragens sucessivas, repensamento de medidas práticas necessárias, a modernização dos alojamentos e dos equipamentos, novas maneiras de enfrentar os problemas de sempre e, sobretudo, uma narrativa dos esforços vitoriosos, um tom de seriedade e de responsabilidade social na escolha dos rumos que se adotaram e dos resultados amplamente compensadores de todos os sacrifícios feitos, dos esforços de milhares de pessoas, da fé dos Funcionários, da generosidade de pesquisadores e educadores que trouxeram a juventude aos campos e aos salões do Caraça e à pertinácia dos sucessivos reitores do Caraça, que fizeram o Santuário entrar decididamente na era das empresas de turismo, das entidades de responsabilização social em relação ao meio ambiente, de modernização pastoral e funcional de todos os setores e aspectos da vida caracense, dos de lá e dos que vamos ao Caraça.

O antigo colégio, incendiado, que depois virou museu e biblioteca em uma grande reforma ocorrida no ano de 1990.

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Como será especial, o Caraça venderá a edição na lojinha anexa à cantina. A receita que se espera obter será empregada na edição de um álbum igual ao dos 240 anos do Santuário, com ampla documentação das maravilhas que hoje se podem encontrar, ver e viver no Caraça. Para atender aos pedidos dos admiradores, ex-alunos e amigos do Caraça, será organizado um serviço suficiente e eficiente. Aguardem!

Padre Lauro Palú, C. M.

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