Pinheiros

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A trilha para os Pinheiros não chega a 2Km, sendo facilmente percorrida, por ser bem plana. Basta descer a estrada asfaltada até a Casa da Ponte e entrar, logo em seguida, à esquerda. Esta trilha levará diretamente aos Pinheiros, sem ser preciso fazer qualquer volta ou entrar em outras trilhas. É a mesma que leva ao Banho do Belchior, localizado um pouco mais adiante.

Dos Pinheiros se pode avistar, sem o mínimo esforço, o perfil do gigante deitado na Serra do Espinhaço: a Caraça.

Os Pinheiros na voz e no coração do Padre Sarneel

Pinheiros era antigamente a fazenda do Caraça. Bem cultivado, o seu rico terreno fornecia ao Colégio hortaliças e cereais. Era também o berço dos carneirinhos e cabritinhos, o domicílio das vacas de leite, das mulas de carga. Foi nos Pinheiros que nasceu o bisavô da pequena Garrincha, a malfadada burrica, em cuja sela, temida mas macia, o Superior acomodava, paternalmente, para despachá-lo, o aluno vadio ou rebelde que se não amoldava à disciplina do Colégio.

Só resta da histórica fazenda um muro de quase cem metros de comprimento. Só sobrevivem alguns pinheiros, cujos pinhões, assados na brasa, os turistas se deleitam em comer, ao clarão de uma fogueira. Tombou quase todo o pinheiral, mas tombou gloriosamente. Deram a sua vida os robustos pinheiros golpeados pelo machado do lenheiro, para se transformarem em canudos e continuarem, na abafada prisão do órgão do Padre Boavida, o seu canto solene, tantas vezes entoado ao ar livre, em louvor a Deus e à Senhora Mãe dos Homens, quando os fortes ventos das tempestades caracenses lhes vinham sacudir os ramos em forma de pomposos candelabros.

Tipicamente caracense, a ilha pitoresca dos velhos pinheiros. Solene e religioso, o silêncio de seu deserto. Majestosos e severos, os horizontes que se descortinam aos olhos do visitante”

Padre Pedro Sarneel, C.M.
Guia Sentimental do Caraça, 1953

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