Cultura

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Como Centro de Cultura, o Caraça mantém a tradição de ser centro de educação, não mais de educação formal de meninos como nos tempos do Colégio, mas de educação amplamente considerada, como se pensa hoje nas novas formas de compreensão educacional: uma educação interdisciplinar, in loco, apoiada na multiplicidade das ciências e em relação direta com a existência dos estudantes. Ao Santuário do Caraça vêm, em média, 200 escolas, tanto públicas quanto particulares, e 10.000 alunos por ano, a fim de terem contanto com a rica biodioversidade caracense, com sua história e suas riquezas próprias.

Ademais, um considerável número de pesquisadores vem ao Caraça para realizar aqui suas pesquisas. De 2006 a 2008, 38 pesquisadores iniciaram suas teses sobre algum elemento da biodiversidade caracense. E muitos outros usufruíram de sua preciosa Biblioteca e de sua história para outros tantos trabalhos.

Tais biólogos e demais pesquisadores continuam, assim, a tradição que remonta ao importante botânico Auguste de Saint-Hilaire, que aqui esteve em 1816, e a Carl Friedrich Philipp von Martius, que estudou a flora do Caraça em 1818, ainda no tempo do Irmão Lourenço.

De fato, estar num local como o Caraça é retomar a convicção sobre o valor da educação e da cultura, é desejar aprofundar os conhecimentos e ampliar os horizontes intelectuais.

Um lugar em que 11.000 alunos estudaram com todo afinco e disciplina, em que estiveram pesquisadores dos mais renomados que passaram pelo Brasil, neste século e nos passados, e em que a história política, educacional e religiosa do país se encontrou com Padres e com alunos, com velhos e com crianças, com santos e com sábios, é, no mínimo, provocador e um estímulo para a aquisição do conhecimento já construído pela civilização e, principalmente, para a construção do próprio conhecimento, com base nas importantes tradições do passado.
Não deixe de fazer esta viagem intelectual! Seu pensamento e seu saber nunca mais serão os mesmos depois de visitar o Santuário do Caraça!