Luís Gonzaga Boavida - Português de nascimento e caracense de coração, viveu 32 anos no Caraça, onde chegou em 1863, para ser professor e procurador. Em 1885, foi nomeado Superior, substituindo o Padre Clavelin.
Além do órgão para a Igreja Neogótica, construiu a segunda parte do prédio dos alunos; aumentou a barragem do Tanque São Luis, atrás da Casa, e do Tanque Grande, que durante o dia fornecia água para movimentar o engenho de serra e, à noite, para movimentar a turbina da luz elétrica; colocou o Caraça em comunicação com o mundo pelo telégrafo e pelo serviço diário dos correios; montou uma roda d’água com monjolo para limpar café e arroz e um moinho de pedra para fazer fubá, etc...
Fundou, em 1885, a Escola Apostólica do Caraça, para o início da formação dos futuros Missionários de São Vicente. Em 1895, foi para Portugal e a Escola Apostólica foi transferida para Petrópolis-RJ.
Em 1897, voltou a ser Superior do Caraça, substituindo o então Superior que estava adoentado. Permaneceu neste cargo até maio de 1899. Em seus últimos 12 anos devida, trabalhou como Capelão das Filhas da Caridade em Barbacena.
Morreu em 1915 com 75 anos de idade, 57 anos de vocação e 51 anos de Brasil. Seus restos mortais estão nas catacumbas do Caraça.
Segundo Joaquim de Salles, importante político e jornalista do Brasil, que estudou no Caraça de 1892 a 1895, em seu livro Se não me falha a memória, corria-se pela região do Caraça o comentário de que o Padre Boavida tinha dois corações, tamanha era sua bondade.

 

Padre Boavida numa bodega Padre Ferreirinha, Padre Boavida, Padre Arcádio
Dorme e Padre Lacoste


Padre Boavida com um grupo de alunos, entre os quias Melo Viana e Artur Bernardes Padre Luis Gonzaga Boavida


Ampliação do Colégio feita pelo Padre Boavida Órgão de 628 tubos construído pelo Padre Boavida


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